
(...) De acordo com numerosos filósofos,só há um método de criatividade interna – a meditação, que é aprender a dar atenção, a ser desapegado e agir como testemunha do melodrama contínuo dos padrões de pensamento. Para romper
Entre as muitas formas de meditação, a mais comum é praticada sentado. Se mantemos a atenção na respiração (com os olhos fechados ou abertos), na chama de uma vela ou no som de um mantra (em geral cantado com os olhos cerrados), ou em qualquer objeto, estaremos praticando meditação com concentração. Nessa prática, em todas as ocasiões em que a atenção vagueia e surgem pensamentos, como invariavelmente acontece, gentil e persistentemente trazemos
Em outra forma,denominada meditação de percepção, o próprio pensamento – na verdade, todo o campo da percepção – torna-se o objeto. O princípio em jogo aqui é que se permitirmos que a atenção observe livremente o fluxo de pensamentos, sem fixar-se em qualquer pensamento particular, ele permanecerá em estado de repouso, no tocante ao desfile de pensamentos. Essa forma de meditação pode nos permitir uma visão desapegada, objetiva, de nossos padrões de pensamento que, eventualmente, nos permitirá transcendê-los.
A diferença entre concentração e meditação de percepção pode ser compreendida invocando para o pensamento o princípio da incerteza. Quando pensamos em nossa maneira de pensar, o pensamento individual (a posição) ou o fluxo de pensamento (o momentum) torna-se vago ou incerto. À medida que a incerteza sobre o pensamento individual torna-se progressivamente cada vez menor, a incerteza no fluxo do pensamento tende a tornar-se infinita. Desaparecida a associação, tornamo-nos centralizados com o aqui-agora.
Na meditação com percepção,a incerteza na associação é que se torna progressivamente cada vez menor, levando-nos a perder o aspecto ou o conteúdo do pensamento. Uma vez que o apego resulta do conteúdo do pensamento, se o conteúdo desaparece, o mesmo acontece com o apego. Tornamo-nos observadores desligados, ou testemunhas, de nossos padrões de pensamento.
Muitos pesquisadores reconhecem que a meditação é o quarto grande estado da consciência ( os outros três são vigília, sono profundo e os movimentos rápidos de olhos MRO ou sonhos associados ao sono).Podemos gerar um padrão de ondas cerebrais predominantemente alfa(alta amplitude e baixa freqüência) simplesmente fechando os olhos.(...)
A meditação pode ajudar-nos a ver os padrões do ego.Alguns deles podem mesmo sumir. O importante não é isolarmos a meditação do resto de nossa vida, mas permitir que ela transforme nossos atos. Descobriremos que isso não é tão fácil quanto parece. O ego está bem defendido contra a mudança. (...) Crenças mantidas mas não praticadas são inúteis. São reflexos mortos de um espetáculo passageiro. Nossos pensamentos, nossas crenças, não são apegados a nós. Eles somem se não nos grudamos neles. A crença não vivida é uma mala vazia. O objetivo da meditação é ajudar-nos a alijar as malas, para podermos viver livremente.(...)
Imagem: Fotosearch.com, Royalty Free
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